Criar, imaginar e aprender: Inteligência Artificial como ferramenta pedagógica no 4º ano
- Studio MIA

- 12 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Na E.M. Profº Amin Cassar, a aula de Inteligência Artificial com a turma do 4º B foi pensada para ir além do uso da tecnologia como novidade. A proposta buscou aproximar os alunos de um tema cada vez mais presente no cotidiano, promovendo compreensão, reflexão e uso consciente da Inteligência Artificial como ferramenta de aprendizagem, criação e resolução de problemas.
A atividade teve início com uma conversa orientada, em que os alunos foram convidados a refletir sobre onde a Inteligência Artificial aparece no dia a dia. As respostas vieram rapidamente: edição de fotos, pesquisas na internet, busca de informações e uso de aplicativos. A partir dessas falas, foi possível construir coletivamente o conceito de Inteligência Artificial como uma tecnologia capaz de simular algumas habilidades humanas, como aprender, reconhecer padrões, tomar decisões e resolver problemas.
Nesse momento, também foi proposta uma reflexão importante sobre as diferenças entre pessoas e robôs, destacando que a IA não substitui o ser humano, mas pode ser usada como apoio quando há intenção pedagógica, pensamento crítico e responsabilidade.
A atividade central da aula foi o desafio de criar um robô com uma função positiva voltada ao contexto escolar. Antes de utilizar qualquer ferramenta digital, os alunos começaram pelo papel, desenhando seus robôs e imaginando características como formato do corpo, olhos, expressões, cores e detalhes criados livremente a partir da criatividade de cada um.

Depois de desenhar, os alunos precisaram pensar no papel social do robô dentro da escola. Surgiram ideias variadas e significativas, como robôs para apagar a lousa, desligar as luzes, ajudar na limpeza dos espaços, imprimir atividades e auxiliar professores e alunos no dia a dia. Esse momento foi essencial para desenvolver o pensamento crítico, pois os estudantes refletiram sobre necessidades reais do ambiente escolar e como a tecnologia poderia contribuir de forma positiva.
Com as ideias organizadas, os alunos passaram para a etapa digital. Utilizando a Inteligência Artificial do Canva, plataforma online de criação, eles descreveram seus robôs e testaram a geração das imagens. Entre tentativas, ajustes e resultados inesperados, os estudantes puderam perceber que a IA nem sempre entrega exatamente o que se imagina, o que abriu espaço para conversas sobre limites da tecnologia, necessidade de revisão e importância da orientação humana.

Esse processo de erros e acertos foi extremamente rico, pois permitiu que os alunos experimentassem a IA de forma prática, crítica e consciente, entendendo que a tecnologia deve ser usada com intenção, ética e responsabilidade.
Ao final da atividade, foi realizada uma roda de conversa para socialização das produções. Cada aluno apresentou seu robô, explicou sua função e compartilhou o que aprendeu durante o processo. A troca de ideias mostrou como uma mesma proposta pode gerar soluções diversas, reforçando a valorização da criatividade, da escuta e do respeito às diferentes perspectivas.

A aula contribuiu para ampliar a compreensão dos alunos sobre o uso da Inteligência Artificial no contexto educacional, mostrando que tecnologia não é apenas consumo, mas também criação, reflexão e resolução de problemas reais. Ao integrar desenho, escrita, tecnologia digital e diálogo, a proposta fortaleceu aprendizagens significativas e estimulou o protagonismo dos estudantes.
Mais do que aprender sobre Inteligência Artificial, os alunos aprenderam a pensar com ela, de forma crítica, ética e criativa, desenvolvendo habilidades fundamentais para o presente e para o futuro.
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