“Se esse bairro fosse meu”: alunos identificam problemas e sugerem melhorias
- Tatiana Esposito

- 26 de ago. de 2022
- 3 min de leitura
Os alunos do 2º ano B, da Escola Municipal Vitalina Rossi, têm avançado, com sucesso, nas atividades “Se meu bairro fosse meu”. O projeto faz parte da 2ª etapa do Mia nas escolas e é realizado sob orientação da professora Bianca Gabriela Ferreira.

Trabalho dos alunos está exposto na escola.
Segundo a professora, sair do ambiente escolar para observar o entorno e aprender mais sobre o lugar onde vivem, deu aos estudantes um ânimo a mais para realizar as atividades. Mais do que um passeio pelo bairro, a caminhada das crianças proporcionou aprendizado e proximidade. “As atividades do tema "Se esse bairro fosse meu" remetem ao pertencimento, a criança enquanto pessoa, enquanto cidadã, faz parte de um espaço, afeta o meio onde ela vive e as coisas ao seu redor também a afetam. E isso tudo deve ser mostrado às crianças. O que é do bairro, o que tem em volta da sua casa, da sua escola, o que tem em torno da rotina dela que ela não conhece, os lugares que ela pode ocupar,” destacou.
Durante os trabalhos, as crianças deveriam identificar os problemas que ocorrem no local de vivência e criar ideias de melhorias para os problemas encontrados pelo bairro. A turma da professora Bianca e também outras turmas de 2º ano da unidade escolar não ficaram só no entorno da escola e estenderam o passeio até o Parque Ecológico da Zona Sul, um trajeto de 25 minutos de caminhada.

Crianças caminharam até o Parque da Zona Sul e observaram tudo o que encontraram pelo caminho.
Pelo caminho, os alunos viram de tudo e, atentos, anotaram e compartilharam o que encontram pelas ruas. “Orientamos que eles observassem tudo quanto fosse possível, coisas que normalmente eles não veem ou não reparam que estão no bairro. Durante o trajeto vimos posto de saúde; parquinho construído pelos moradores; hortas que antes eram terrenos abandonados e a Prefeitura cedeu para que os moradores cuidassem; quadra; escola; CEI; universidade; córregos; carros abandonados em vias públicas; o aeroporto; os estragos deixados pelas queimadas em alguns trechos e principalmente, muito lixo jogado nas ruas. Algumas crianças não conheciam o parque, ou não sabiam como chegar até lá e ficaram deslumbrados com o tamanho dele. Dentro do parque, a maior reclamação dos alunos era sobre os brinquedos quebrados, então a atividade não parou quando chegamos ao local, pois lá dentro também foram observados pontos positivos e negativos no bairro,” explicou Bianca.
Na hora de listar tudo o que tinha nos arredores da escola, além do que foi solicitado nas fichas da atividade, a educadora propôs que os alunos fizessem um desenho mostrando o que gostaram e o que não gostaram de ver no caminho até o parque e depois que fizessem um cartaz acrescentando o que mais foi visto além do que constava no questionário da atividade. “Conseguimos trabalhar de maneira efetiva coisas que dentro da sala de aula faríamos com base na memória dos alunos. Chamávamos a atenção deles para problemas reais e íamos mostrando enquanto conversávamos, não apenas puxando da memória,” contou.
Atividade dá aos alunos sensação de pertencimento.
A educadora compartilhou ainda suas impressões sobre a 2º etapa do Mia nas Escoals. “As atividades sugeridas foram melhor recebidas pelos professores. Estão dentro do que é indicado pela BNCC, fazem parte do que temos que trabalhar, mas vieram também com uma proposta mais lúdica, o que os alunos adoram, dá uma quebrada na rotina e torna a atividade mais leve,” finalizou.
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