Um roteiro prático do Sabe Tudo Conect@ para você aplicar em sala de aula
- Studio MIA

- 1 de out. de 2025
- 3 min de leitura
O episódio do Sorocaba em Pauta recebeu Andréa Schott (gestão de desenvolvimento educacional) e Michele Oliveira (coordenação pedagógica) para abrir a caixa do Sabe Tudo Conect@. A ideia central é objetiva: não é colocar mais tela na rotina. É usar tecnologia como meio para fortalecer o currículo com letramento digital, pensamento computacional e muita mão na massa.
Na prática, os antigos prédios do Sabe Tudo deixaram de ser lan house e viraram espaço de aula. Hoje atendem estudantes do 1º ao 9º ano, com oficinas de 50 a 90 minutos dentro do horário escolar, em diálogo com o que o professor está trabalhando. Se a turma está em sólidos geométricos, eles viram peça impressa em 3D para medir e comparar. Em artes e cultura, pesquisas aparecem em máscaras e painéis feitos na CNC. Em ciências, um semáforo com LEDs e Arduino ajuda a entender circuitos e automação. Em linguagem, a turma deixa de só consumir e passa a produzir: vídeo, stop motion, meme com propósito, texto com cara de internet e critério pedagógico.
Um exemplo que funciona bem é o Scratch. O caminho costuma ter oito encontros: quatro para dominar blocos e lógica, quatro para construir um jogo com objetivo, regras, pontuação e condição de fim. Em algumas escolas, os jogos nasceram de conteúdos de ciências, com personagem célula, nutrientes, agentes que atacam e eventos que disparam ações. Sempre entra um momento desplugado para organizar pensamento sem depender de tela. Isso puxa a turma para o que a escola valoriza: processo. Planejar, testar, ajustar e apresentar. Sem imediatismo.
Outro ponto chave é o uso responsável. Letramento digital aqui não é mexer rápido. É avaliar fonte, cuidar da segurança, entender ética online e saber por que estamos usando o recurso. A pergunta norte é simples: para quê? Quando a intenção fica clara, a tecnologia vira meio e os resultados aparecem: participação, compreensão e autoria.
O Conecta também cuida de inclusão. Estudantes neurodivergentes participam com o que cada um tem de melhor: desenho, organização das regras, testes, apresentação. Quando o grupo entende que todo mundo contribui, o clima melhora e a aprendizagem cresce. Em paralelo, o programa puxa conversas sobre sustentabilidade: descarte de lixo eletrônico, ODS e reaproveitamento de materiais. Bom para a escola, bom para o território.
Quer trazer essa pegada para a sua aula sem complicar? Dá para começar pequeno e com impacto.
Para aplicar amanhã
Escreva a habilidade em uma frase no quadro.
Escolha um desafio curto do currículo: jogo simples no Scratch, protótipo com papelão ou peça 3D que ajude a resolver um exercício.
Deixe o processo visível: planejar, testar, ajustar e apresentar.
Defina a evidência: roda, resolve, explica.
Combine com a turma o uso responsável: tempo de tela, checagem de fontes e objetivo do recurso.
Checklist rápido de letramento digital
Objetivo claro, ligado ao conteúdo da semana.
Instruções na fala e na tela, com bom contraste e ritmo.
Momento desplugado para pensar a lógica.
Registro do processo, não só do produto final.
Papéis variados para garantir a participação de todos.
Tecnologia como meio, aprendizagem como fim. Bora colocar em prática.
MIA nas Escolas
Diário de bordo do projeto MIA nas Escolas.
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